sábado, 24 de outubro de 2009

Para ti...

Para ti... que tens um sorriso aberto, um coração desperto e uma inteligência rara... tens a coragem de sonhar, a ousadia e a força de concretizar, gostas de partilhar, de opinar, filosofar e fazer chorar... sabes escrever com uma delicadeza que não alcanço.
Porque 73 foi um bom ano e também tu consegues rir e chorar num único som... Parabéns!


For You

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Do tempo e do seu passar

Falta-me tempo... tempo para ser mais do que aquilo que sou... sonhar mais... fazer mais... saber mais... esquecer menos. Porque por vezes os dias são intermináveis e as noites demasiado breves, porque aquela que sou não consegue apanhar quem quero ser.

Falta-me tempo para perder tempo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Brincos & Princesas

Da infância: barrigadas de cerejas que serviam também para enfeitar as orelhas, estórias de princesas que dormiam com ervilhas, disputas entre o vento e o sol, gigantes crúeis seduzidos pelas gargalhadas de uma criança. Tardes e tardes a brincar no escorrega construindo casas e mundos só nossos.


De hoje: o sabor das cerejas, as princesas que me ensinam a pensar com o coração, a banalidade dos gestos e palavras, a extraordinária doçura da amizade. Porque o mundo continua a ser nosso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Aritmética da amizade

Atendendo aos protestos contra o gato e ignorando a pilha da roupa para passar... dizia Bacon que o primeiro fruto da amizade, de partilhar o seu eu com os amigos, é o redobrar das alegrias e a redução, na proporção inversa, das tristezas.
O senhor sabia do que falava, qualquer tristeza se combate com um bom desabafo, uma refeição partilhada, um copo em stereo, as alegrias, essas, são ainda mais fáceis de amplificar... sei que vocês sabem ler nestes silêncios as que partilhamos.
A beleza é a melhor fonte de inspiração e a vida é muito mais bela porque vocês existem.

terça-feira, 10 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

Um homem na escuridão

Mestre do surrealismo real, senhor de uma capacidade narrativa impressionante, cruzando um olhar cinematográfico com uma escrita depurada, Paul Auster é por vezes criticado por repetir temas, situações, ser previsível. Um homem na escuridão, apresentado na contracapa como um doloroso somatório de todos os seus livros, é um bom livro fala de criação e de escrita, de cinema e interpretação... de mundos paralelos, de guerras na e contra a escuridão, da narrativa como identidade.

... mas como impedir a mente de partir à desfilada seja lá para onde for que ela queira ir? A mente tem uma mente que é só dela. Quem é que disse isto? Alguém, ou então fui eu próprio que acabei de o inventar, bom, mas isso também não faz diferença nenhuma. E cá vamos nós inventando máximas a meio da noite - estamos a avançar, meus amores e, por muito torturante e desesperante que esta embrulhada possa ser, a verdade é que também há poesia nela, enfim, desde que uma pessoa seja capaz de encontrar as palavras certas para lá chegar, isto partindo do princípio de que tais palavras existem. Sim (...) a vida é decepcionante. Mas eu também quero que tu sejas feliz.

Se, como diz Günter Grass, quem escreve desiste de si próprio quem lê investe em si próprio?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Sentidos do sentir

Vemos, ouvimos, cheiramos, tocamos, degustamos... somos vistos, ouvidos, cheirados, tocados e degustados. Cada experiência sensual invoca uma miríade de experiências anteriores, no meio de tudo isto há uma identidade que se quer pensar inteira, autónoma, determinada, não o sendo. Pensar que somos hoje o que éramos há um dia atrás é esquecer que tal como tudo muda nós vamos mudando... lentos processos de erosão, tempestades de sentimento vão desenhando a nossa paisagem interior, criando desertos reencontrando oásis verdejantes.
Talvez não haja mais sentido no sentir do que lembrar-nos que estamos vivos. É bom partilhar empatias, afinidades, reconhecer padrões, fazer o meu e o teu nosso... É bom procurar palavras, mais ou menos idiossincráticas, que registem tudo o que vamos sentindo, serão sempre imperfeitas, incompletas, inábeis perdendo-se o seu sentido algures entre o que se diz e o que se ouve.
Hoje sinto saudades porque ontem fui muito feliz.
Pour toi ;)